Experimentos de Eletrostática

Trago hoje dois experimentos bem interessantes de eletrostática do canal do Youtube “Manual do Mundo”. O primeiro vídeo é o fenômeno chamado levitação eletrostática. O princípio básico observado é a eletrização por atritoAgradeço ao Guilherme por essa dica. Vejamos:

O outro experimento do mesmo canal é a chamada Garrafa de Leyden:

Segundo Antônio Carlos Moreirão de Queiroz, Professor do COPPE da UFRJ, “A ‘garrafa de Leyden’ e um tipo de capacitor de alta tensão de uso comum em eletrostática. Na forma usual atualmente (últimos 200 anos…), Consiste em um pote cilíndrico de material altamente isolante, com uma folha metálica fixada por for fora e outra fixada por dentro. Um terminal atravessando a tampa do pote faz contato com a folha interior, e um anel metálico faz contato com a folha exterior, constituindo assim os dois terminais do capacitor'”.
FONTE: www.coe.ufrj.br/~acmq/leydenpt.html

 

O Experimento de Galileu (2)

Dando continuidade ao tema (clique aqui para ver meu primeiro post do assunto), trago nesse vídeo a visita de Brian Cox (físico britânico, professor da Universidade de Manchester e apresentador de um programa da BBC) ao Space Power Facility da NASA em Ohio (EUA) na maior câmara de vácuo do mundo. Simulando o Experimento de Galileu, observa-se o que ocorre quando uma bola de boliche e uma pena são jogadas juntas sob determinadas condições do espaço exterior (no primeiro caso sem vácuo, e no segundo momento com vácuo). Confira:

Stephen Hawking

Trago um filme realizado pela BBC sobre o cosmólogo inglês Stephen Hawking, um dos maiores físicos da atualidade, mostrando o início de sua carreira acadêmica e o momento que descobre que possui uma doença degenerativa motora (agradecimento ao meu aluno Yuri por ter me indicado o vídeo).

Vale a pena conferir para entender seu trabalho e suas contribuições sobre espaço-tempo, big-bang, buracos negros, singularidades, radiação de fundo e um pouco mais sobre o que faz um cosmologista. Algumas ressalvas são que, primeiramente, o filme não é um documentário e o diretor glamouriza um pouco a história do físico (já que é um filme inglês sobre um físico britânico). Outra é que as opiniões pessoais de Stephen sobre diversos temas além-física (e até de física mesmo, visto que recentemente refutou uma de suas maiores teorias sobre buracos negros), também devem ser analisadas com cuidado, já que Hawking sempre gostou de manchetes polemizando alguns assuntos. Mesmo assim, é um bom entretenimento sobre essa grande mente da ciência de nossos tempos.

O nome do drama é “Hawking” de 2004 e é interpretado por Benedict Cumberbatch.

Nota 1: Para acessar a legenda em português, clique em CC na barra de menu do vídeo para habilitá-la.

Nota 2: Em 1:09:29 temos uma demonstração do princípio da velocidade relativa.

Nota 3: Ainda hoje saiu uma reportagem falando que Hawking achou a fórmula do “pênalti perfeito” e que aposta no Brasil como campeão da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Como eu disse, ele gosta de ser notícia de tempos em tempos falando de física ou não (risos).

Link da Matéria:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140528_formula_penalti_rb.shtml

Jogo Revista NATURE

A Revista Scientific Reports de uma das mais renomadas publicações científicas, a Nature, trouxe um jogo interativo para se descobrir os nomes de 50 cientistas que aparece em uma gravura.

Bem Vindo ao Scientific Reports Eye Sci!

Um jogo online intrigante e certas vezes frustrante, mas que fará com que deseje mais! Sua missão, que você deverá encolher se deseja aceitar, é descobrir os nomes dos 50 cientistas escondidos dentro desta imagem. Algumas pistas são os seus nomes, enquanto outras personalidades você irá precisar de conhecimento de suas descobertas, invenções ou leis para chegar à resposta correta.

Captura de Tela 2014-05-14 às 22.58.50

Jogo Scientific Reports Eye Sci da Revista Nature

Tudo bem que não é nem de perto o jogo mais divertido da história, mas para o estudante de ensino médio, não deixa de ser uma forma de treinar se conhece diversos fenômenos e seus descobridores que se aprende em Química, Biologia e Física.

O jogo tem um link para o Facebook, onde pode colocar quantos já foram encontrados. Outro  fato interessante, é que pertence a Nature não a revistas pseudo-cientificas que vemos no mercado. Ou seja, ter seu nome ligado com essa revista não é nada ruim, ainda mais pra quem deseja seguir uma carreira científica.

Logo de cara no canto superior direito, temos um dos maiores físicos de todos os tempos. Boa sorte!

PARA ACESSAR O JOGO CLIQUE NO LINK ABAIXO
Scientific Reports Eye Sci

 

Universidades de Elite não faz Pesquisadores Melhores

Saiu essa semana uma matéria interessante na revista The Economist, trazendo a notícia que um pesquisador da Northeastern University evidencia que mudar para uma universidade mais renomada, não garante melhores resultados em pesquisas (pelo menos não para os físicos).

Embora o texto seja específico a físicos que produzem material no cenário dos EUA, algo que deve ser lembrado (e que sempre recordo meus alunos) é que a formação universitária é algo pessoal. A universidade é um catalisador e orientador. Mesmo nessas circunstâncias, o estudo e dedicação de cada aluno é o que garante, do ponto de vista profissional, maiores oportunidades na vida. Entrar numa universidade é o início, e não o fim, de uma vida de estudos.

Segue abaixo uma tradução livre que fiz do artigo da revista:


Por que escalar o pau de sebo?

Conseguir um emprego em uma universidade de topo não fará de você um melhor pesquisador
10/04/2014

the-economist

A maioria dos acadêmicos veriam um posto em uma universidade de elite como Oxford ou Harvard como o coroamento das realizações de uma carreira – trazendo glória e acesso a melhores adegas de vinho. Mas os estudiosos cobiçam tais lugares por razões que vão além da glória e gastronomia. Eles acreditam que empoleirar-se em um dos galhos mais altos da árvore acadêmica, também irá melhorar a qualidade do seu trabalho, trazendo-os para perto de gênios com quem eles podem colaborar e que podem ajudar a desencadear novas idéias. Isso soa plausível. Infelizmente, como Albert-Laszlo Barabasi, da Universidade Northeastern, em Boston (e também, deve-se dizer, de Harvard), mostra em um estudo publicado na Scientific Reports, que isso não é verdade.

Dr. Barabasi e sua equipe examinaram as carreiras de físicos que começaram a publicar entre 1950 e 1980 e continuaram a fazê-lo por pelo menos 20 anos. Eles classificaram o impacto cientifico das instituições as quais essas pessoas eram ligadas através da contagem do número de citações que cada paper da instituição recebeu durante cinco anos. Ao rastrear as filiações de físicos individualmente e contando suas citações de forma semelhante, o Dr. Barabasi foi capaz de descobrir se, movendo-se de uma menor  universidade para uma de alto escalão, havia melhora no impacto que um físico gerava [no meio científico]. No total, ele e sua equipe analisaram 2.725 carreiras.

Eles descobriram que, embora os físicos mudava uma ou duas vezes durante sua carreira em média, passar de uma universidade de baixa patente para uma de elite não aumentava o seu impacto científico. Indo na direção oposta, além disso, havia uma pequena influência negativa.

O resultado é que as universidades de elite, pelo menos da forma como os físicos se preocupam, não agregam valor à produção cientifica. Esta conclusão surpreendente deveria levar autoridades em países  como a Grã-Bretanha, que estão procurando concentrar matérias dispendiosas como física em poucas e eletizadas instituições — em parte para poupar dinheiro, mas também para criar o que são conhecidos como centros de ensino de excelência,  a reconsiderar tal postura.

FONTE: