O Sol visto a partir dos Planetas

Como veríamos o Sol na superfície dos planetas do sistema solar? A respostas está na figura abaixo. Pra quem está em dúvida sobre qual planeta é qual, da esquerda para a direita temos: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Como o Sol é visto nos planetas do Sistema Solar.
Como o Sol é visto nos planetas do Sistema Solar.

Reparem que, em Netuno, o Sol seria visto como uma estrela para nós. Plutão, como foi amplamente divulgado alguns anos atrás, foi rebaixado a planeta anão. O Sol visto de sua superfície seria ainda menor que em Netuno!

Crédito da Imagem: IFL Science – www.iflscience.com

 

A Bomba Atômica e Einstein

Um interessante artigo publicado por Alex Wellerstein, historiador da ciência no American Institute of Physics, em seu blog RESTRICTED DATA: The Nuclear Secrecy Blog, analisa a influência dos trabalhos de Einstein e a famosa carta de Einstein-Szilard ao então Presidente Roosevelt, e a existência de uma bomba atômica.

Trago abaixo uma tradução livre do artigo para apreciação e análise sobre o tema. Qualquer erro na tradução, peço que me escrevam.


 Uma bomba sem Einstein?

por Alex Wellerstein, publicada em 27 de Junho de 2014

Se Albert Einstein nunca tivesse nascido, algo teria mudado em relação ao fato do momento em que as armas nucleares foram pela primeira vez produzidas? Por alguma razão, eu já vi esta questão ser repetidamente colocada  em fóruns na Internet, por mais estranho que esta pareça. Essa é uma pergunta tola. Você não pode ajustar uma variável no passado e, em seguida, saber qual seria o resultado. A história é um sistema caótico; ao começar a remover variáveis​​, quem pode saber o que aconteceria. Ainda mais uma variável chamada Albert Einstein, um dos físicos mais influentes do século 20, e cuja importância se estende muito além das equações que ele escreveu… e essas são equações muito importantes, como são!

Capa da revista Time de 1946. A nuvem de cogumelo é uma combinação muito combinação bem executada das nuvens de cogumelo das bombas de  Trindade e Nagasaki.
Capa da revista Time de 1946. A nuvem de cogumelo é uma combinação muito bem executada das nuvens de cogumelo das bombas de Trinity e Nagasaki.

Por outro lado, este tipo de ficção-científica contrafactual pode ter sua utilidade como um experimento mental. Não é história, mas pode ser usada para ilustrar alguns aspectos importantes sobre a história da bomba atômica, que muita gente não sabe, e desfazer um pouco dessa obsessão em relação ao “grande homem” e a história bomba. Albert Einstein tem sido associado com a bomba tanto através de seu famoso cálculo da equivalência massa-energia (E = mc²) quanto por conta da famosa carta de Einstein-Szilard para Roosevelt em 1939. Em relação a esses fatos, isto lhe dá um papel bastante primário, sendo mostrado rapidamente no início da maioria das história do Projeto Manhattan. Mas nem E = mc², nem a carta de Einstein-Szilard eram tão fundamental para o sucesso do Projeto Manhattan como as pessoas o consideram – cientificamente ou historicamente falando.

Em termos de ciência, E=mc² recebe uma grande atenção, mais perfeitamente expressada no retrato de Einstein na capa da revista Time em 1946 (acima) com sua equação estampada em uma nuvem de cogumelo. Muitas pessoas costumam pensar que E=mc² desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da bomba, que a arma acaba por surgir mediante a sua física. Isso está errado. A equação pode ajudar a entender o motivos das bombas atômicas funcionarem, mas realmente não mostram para você como elas funcionam, ou como você esperaria que possivelmente funcionasse.

A maneira que gostaria de colocar é a seguinte: E=mc² fala  tanto quanto sobre o funcionamento de uma bomba atômica como as leis de Newton de mísseis balísticos. Em algum “nível menor” a física é fundamental para dar sentido a tecnologia, mas a tecnologia não “brota” da física de uma forma simples, e nenhuma dessas equações dizem se a tecnologia é possível. E=mc² lhe diz que em algum nível muito profundo, energia e massa são equivalentes, e a quantidade de energia que a massa é equivalente é gigantesca. Mas, não diz nada, em primeiro lugar, sobre o mecanismo de conversão de massa em energia, do fato da [bomba] existir, ou se pode ser produzida em maquinários industriais ou militares. A equação não dá pistas nem mesmo onde procurar tais liberações de energia. Após isso, a não ser que você saiba sobre fissão nuclear e possa medir o decaimento da massa ou coisas assim, a equação ajuda a explicar de forma muito concisa, de onde as enormes quantidades de energia provem, mas não lhe concede indicação alguma do ponto de partida.

Famoso prato de Eddington no eclipse solar de 1919, o que ajudou a confirmar a teoria da Relatividade Geral de Einstein. Muito importante e interessante, mas não é relevante para a criação de uma bomba atômica
Famoso prato de Eddington no eclipse solar de 1919, o que ajudou a confirmar a teoria da Relatividade Geral de Einstein. Muito importante e interessante, mas não é relevante para a criação de uma bomba atômica

 

E o resto dos principais trabalhos teóricos de Einstein, tanto a Teoria da Relatividade Especial quanto Geral? São quase totalmente irrelevante para a fabricação de bombas. Os processos físicos que ocorrem dentro bombas atômicas são o que os físicos chamam de “não-relativista.” A teoria da relatividade geral, só mostra o seu lado quando você está falando de grandes velocidades (por exemplo, grandes frações da velocidade da luz) ou grandes massas (por exemplo, campos gravitacionais ), e nenhum deles entram em jogo com bombas de fissão. Você pode negligenciar relatividade ao fazer a matemática para fazer uma bomba. [1]

Uma questão que inteligentemente surge poderia ser: “Bem, só porque a teoria da relatividade não desempenha um papel no processo da bomba em si, não responde à questão se essa deu partida na física  que culminou na bomba, não?” Sem entrar em uma longa linha do tempo da “ciência que levou à bomba”, aqui, considero que nós poderíamos razoavelmente resumir a situação da seguinte forma: Os trabalhos de Einstein de 1905 (onde surgiu o E=mc²), de fato desempenharam um papel nos desenvolvimentos posteriores que se seguiram, mas talvez não tão diretamente como as pessoas pensam. E=mc² não inspirou os físicos a começar a olhar para os processos de conversão de massa para energia – eles já estavam olhando para essa direção através de linhas de estudos totalmente separadas (e anteriores), ou seja, a ciência da radioatividade e física de partículas. O fato de que grandes quantidades de energia foram liberadas através de reações nucleares, por exemplo, já haviam sido estudadas de perto pelo casal Curie, por Ernest Rutherford e Frederick Soddy  anteriormente (mas só) a 1905.

Sem dúvida, a obra mais importante Einstein a respeito disso foi seu trabalho sobre o efeito fotoelétrico (pelo qual ele foi agraciado com o Prêmio Nobel de Física em 1921), que ajudou a estabelecer a realidade física do conceito de Max Planck sobre o quantum de energia, que ajudou a alavancar as investigações sobre a teoria quântica e a serem levadas mais a sério. Isto teve uma grande influência sobre a direção que a física seguiria posteriormente, mesmo que o próprio Einstein nunca estivesse suficientemente confortável com a mecânica quântica que se desenvolveu nas décadas seguintes.

O experimento de Hahn-Meitner-Strassman experiment apparatus, no Deutsches Museum em Munich. Foto de Alex Wellerstein.
O experimento de Hahn-Meitner-Strassman, no Deutsches Museum em Munich. Foto de Alex Wellerstein.

Algum dos trabalhos mais densos da relatividade, no entanto, auxiliariam no caminho que eventualmente chegaria à descoberta da fissão em 1939? Eu creio que não. Os experimentos que Hahn, Meitner e Strassman estavam fazendo em Berlim que levaram à descoberta da fissão do urânio eram repetições cuidadosas de trabalhos que Fermi havia feito em torno de 1934.  O trabalho de Fermi veio diretamente do do seu eu experimentalista que o era, num contexto da física nuclear onde os físicos bombardeavam substâncias com todos os tipos de partículas subatômicas para observar o que aconteceria. Já isto foi diretamente influenciado pela descoberta do nêutron como uma nova partícula subatômica por Chadwick em 1932. Por sua vez, este saiu de trabalhos sobre a teoria atômica e modelagem atômica que estava sendo feitas por Rutherford e seus alunos na década de 1910 e no início e da 1920. E ainda mais cedo surgia a física nuclear a partir do contexto da radioatividade e física experimental do final do século 19 acima mencionado.

Nenhum, dos quais, teve uma ligação forte, direta ou a partir de um trabalho de Einstein em minha concepção. Eles possuem algumas sobreposições de interesse (por exemplo, Bohr foi aluno de Rutherford), mas, as comunidades que trabalharam com esses tipos de problemas experimentais não eram exatamente do mesmo círculo teórico que o próprio Einstein trabalhou [2].  Se, de alguma forma, magicamente, fosse removido os primeiros trabalhos de Einstein dessa equação aqui, haveria grandes mudanças? Haveria algum remanejamento, provavelmente, mas eu suponho que Rutherford ainda estaria fazendo sua tarefa, de qualquer maneira, e muito dos outros trabalhos que levaram à bomba acabariam por sair, mesmo que tivessem uma forma ou um cronograma um pouco diferente.

 

Esta é a maneira menos favorita de entender o processo de fissão nuclear, onde a energia (E) é um raio mágico proveniente de uma divisão de um átomo. Na realidade. a maioria da energia vem na forma do produto de duas fissões (F.P. aqui) repelindo uma da outra com grande violência. Fonte: http://fas.org/nuke/guide/usa/doctrine/dod/fm8-9/1ch2.htm
Esta é a maneira que eu [Alex] menos gosto de entender o processo de fissão nuclear, onde a energia (E) é um raio mágico proveniente de uma divisão de um átomo. Na realidade. a maioria da energia vem na forma do produto de duas fissões (F.P. aqui) repelindo uma da outra com grande violência. Fonte: http://fas.org/nuke/guide/usa/doctrine/dod/fm8-9/1ch2.htm

Você nem precisa saber que E=mc² é necessário para fazer uma bomba atômica? Talvez, surpreendentemente, não! Existem outras formas fisicamente mais intuitivas para calcular (ou medir) a liberação de energia a partir de uma reação de fissão. Se você tratar o processo da fissão como baseado simplesmente na repulsão eletrostática de dois produtos de fissão, você tem essencialmente a mesma produção de energia na forma de energia cinética. Isto é como a física da fissão é frequentemente ensinada nas atuais aulas de física, porque lhe dá uma indicação mais concreta de como a energia está sendo liberada (enquanto que E=mc², com o decaimento da massa, faz parecer que um raio mágico a leva para longe). Há outras questões físicas mais sutis envolvidas na realização de uma bomba, algumas das quais têm a influência de Einstein sobre eles, de uma forma ou de outra (por exemplo, as estatísticas de Bose-Einstein). Mas eu acho que não é totalmente louco dizer que, mesmo que você consiga imaginar um mundo em que Einstein nunca existiu, a física de uma bomba atômica ainda funcionará muito bem – o trabalho técnico específico de Einstein não era central para o problema, afinal. Nós também não trouxemos a questão se, sem Einstein, a relatividade, de alguma forma teria sido descoberta de alguma maneira. A resposta provavelmente é “sim”, visto que haviam pessoas trabalhando em problemas similares nas mesmas áreas da física, e quando começaram a prestar uma especial  atenção para a física de radioatividade foram obrigados a tropeçar em cima da relação massa-energia de qualquer maneira. Isto não é para denegrir ou subestimar a influência de Einstein na física, é claro. O que faz Einstein “Einstein” é que ele, sendo uma única pessoa, conseguiu tirar um grande número de golpes teóricos de uma vez. Mas, se ele não tivesse feito isso, não há nenhuma razão para pensar que outras pessoas não teriam vindo com insights teóricos individualmente, um pouco mais tarde.

Uma recriação pós-guerra da genesis da carta Einstein-Szilard.
Uma recriação pós-guerra da gênesis da carta Einstein-Szilard.

E sobre o papel mais direto de Einstein, a famosa carta de Einstein-Szilard de 1939, que influenciou o presidente Roosevelt para configurar o primeiro Uranium Committee? Esta é uma questão histórica complicada que poderia ter (e pode, em algum momento) um blog totalmente separado com esse assunto relacionado. Sua escrita, conteúdo e influência são mais complexas do que o padrão “ele escreveu uma carta, Roosevelt, se criou o Projeto Manhattan”, entendendo que isso ferve em alguns comentários populares. Meu sentimento sobre isso, em última instância, é o seguinte: se a carta de Einstein-Szilard não tivesse sido escrita, não é claro que seria algo muito diferente em relação de fazermos a bomba. Algo como o Uranium Committee poderia ter se iniciado de qualquer maneira (ao contrário do entendimento popular, a carta não foi o primeiro instante que Roosevelt havia sido informado sobre a possibilidade da fissão nuclear), e mesmo se não tivesse, não é claro que o Uranium Committee seria necessário por acabar em um Projeto Manhattan. A estrada a partir de um programa de fissão cuja produção principal seria relatórios acabarem por se tornar em um programa de fissão cuja produção principal seria as bombas atômicas não era direta. No início de 1941, o Uranium Committee havia falhado em convencer os cientistas-administradores que bombas atômicas valiam a pena serem construidas. Eles concluíram que, enquanto as bombas atômicas eram teoricamente possíveis, não era provável  que fossem construídas brevemente. Se as coisas tivessem ficado por lá, parece improvável que os Estados Unidos construiriam uma bomba pronta para usar em julho / agosto de 1945.

O “empurrão” veio de uma fonte externa: o programa britânico. Seu Comitê MAUD (o equivalente ao Uranium Committee) concluiu que uma arma nuclear seria muito mais fácil de construir do que os Estados Unidos haviam concluído e enviaram um emissário (Mark Oliphant) para os Estados Unidos para garantir que esta conclusão fosse compreendida. Convenceu-se  Vannevar Bush no final de 1941, e ele (junto com Ernest Lawrence, Arthur Compton, e outros) tiraram o controle de Urânio fora das mãos do Uranium Committeeo, acelerou o trabalho, e transformou-a na S-1 Committee. A mudança de nome é significativo – é uma das manifestações mais vivas do aumento do grau de seriedade com que o trabalho se tornou, e o sigilo que veio com ele. No final de 1942, as rodas para todo o Projeto Manhattan foram postas em movimento, e o trabalho havia se tornado um verdadeiro programa de fabricação de bombas.

Einstein não estava envolvido com qualquer um dos trabalhos que, mais tarde, realmente levaram à bomba. Contudo, Ele quase foi: no final de 1941, Bush, considerou uma consultoria com Einstein para ajudar no problema de difusão, mas optou por não o fazer – tanto pelo fato de Einstein não ser considerado politicamente confiável (ele tinha um arquivo bem gordo no FBI), quanto pela dúvida em sua abordagem prática da física [Einstein era um teórico] [3] resultou em Bush decidir que Einstein ficaria fora do circuito.

Um incomum e raro cartão postal com propaganda anti-Nazi a partir de 1934, mostrando Hitler expulsando Einstein da Alemanha, intitulado "a ignomínia do século 20." É uma das representações visuais mais flagrantes de Einstein como um "santo científico".
Um incomum e raro cartão postal com propaganda anti-Nazista a partir de 1934, mostrando Hitler expulsando Einstein da Alemanha, intitulado “a ignomínia do século 20.” É uma das representações visuais mais flagrantes de Einstein como um “santo científico”. Fonte: http://www.snyderstreasures.com/pages/militaryposters.htm

Vamos resumir. Einstein desempenhou um papel na criação da bomba atômica? Claro – sua física não é irrelevante no processo, e sua carta a Roosevelt originou uma nova fase do trabalho. Mas ambas as coisas são menos proeminentes do que a capa da revista Time evidencia. Não foram centrais para o que se tornou o Projeto Manhattan, e se você pudesse de alguma forma, magicamente, remover Einstein do cenário, não é de todo claro que a bomba atômica não teria sido construída a tempo que, na verdade, foi construída. Eu não acho que você realmente pode creditar, ou culpar, Einstein pela bomba atômica, de alguma forma direta. Einstein desempenhou um papel, mas esse papel não era tão fundamental, central, ou direto como muita gente imagina. Se você pudesse magicamente deixá-lo fora da história, eu considero que o desenvolvimento de bombas atômicas teriam sido muito pouco afetados.

Então, por qual motivo Einstein e o mito da bomba persistem? Por que todo mundo aprende sobre a carta de Einstein, se não foi o provocador do Projeto Manhattan? Há duas respostas aqui, penso eu. Uma delas é que Einstein era, mesmo antes da guerra, um dos mais conhecidos, mais bem reconhecidos físicos do século 20, e era sinônimo de ciência revolucionária e gênio. Tê-lo visto “prever” a bomba atômica com equações nos anos de 1905-40 antes de ser detonada – é o tipo de “gênio-história” que as pessoas gostam, mesmo que isso obscureça mais do que esclareça. Existe também um quociente de alta ironia, já que Einstein foi forçado a fugir da Alemanha quando os nazistas tomaram o poder.

Mas, há outro aspecto talvez mais problemático. Em muitas cópias iniciais do Relatório Smyth que foram distribuídas pelo governo, cópias da carta de Einstein foram mimeografadas e soltas. A ampliação do papel de Einstein foi propositadamente incentivada pelo governo no período imediato após o uso da arma (e foi mesmo um mito conveniente para Einstein, pois ampliou a sua própria importância e, portanto, potencial de influência). A suspensão da bomba atômica na cabeça de Einstein foi um ato de auto-justificação, os algo assim. Einstein foi o maior gênio do mundo aos olhos do público, e ele era um pacifista conhecido, praticamente um santo científico. Afinal, se Einstein pensava que construir uma bomba era necessária, quem poderia argumentar com ele?

NOTAS

[1] Como Robert Serber coloca: “De alguma forma, durante muito tempo, existiu a noção popular que a teoria da relatividade de Einstein, em particular, a sua famosa equação E=mc ², desempenharam um papel essencial na teoria da fissão. Albert Einstein tinha uma importância em alertar o governo dos Estados Unidos para a possibilidade de construir uma bomba atômica, mas a sua teoria da relatividade não é necessária para se discutir a fissão. A teoria da fissão é o que os físicos chamam de uma teoria não-relativista, o que significa que os efeitos relativísticos são pequenos demais para afetar a dinâmica do processo de fissão de forma significante: The Los Alamos Primer: The First Lectures on How to Build an Atomic Bomb (University of California Press, 1992), 7.

[2] Para uma abordagem boa, não-teleológica, “não-bomba-centríca” para o contexto da física do século 19 e 20,  Quantum Generations: A History of Physics in the Twentieth Century (Princeton University Press, 2002), é excelente.

[3] Einstein não era um físico “cabeça nas nuvens”, é claro. Ele trabalhava no escritório de patentes e, como Peter Galison tem escrito sobre, até mesmo os seus famosos experimentos mentais foram muitas vezes motivados pela experiência com os problemas práticos de sincronização de tempo. E ele ajudou a inventar uma geladeira com Leo Szilard. Mas seu trabalho em física de difusão era muito abstrato, muito focado na análise do primeiro princípio, para que fosse usado na produção de um resultado prático.


Muito interessante analisar que, de acordo com o autor, Einstein não teve um papel central na existência da bomba atômica, nem politicamente com a sua carta, nem cientificamente com sua teoria.

 

FONTE: blog.nuclearsecrecy.com/2014/06/27/bomb-without-einstein/

On the Electrodynamics of Moving Bodies

Neste dia (01/07), em 1905, o paper de Albert Einstein, “Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento”, chegou na redação da revista Annalen der Physik. O documento, que foi publicado três meses depois, removendo inconsistências entre a mecânica clássica próxima à velocidade da luz e as equações de Maxwell James Clerk para eletricidade e magnetismo. A teoria mais tarde se tornou conhecida como a relatividade especial.

(tradução livre do texto abaixo)
On this day in 1905 Albert Einstein’s paper, “On the Electrodynamics of Moving Bodies,” arrived at the editorial offices of the journal Annalen der Physik. The paper, which was published three months later, removed inconsistencies between classical mechanics at close to the speed of light and James Clerk Maxwell’s equations for electricity and magnetism. The theory later became known as special relativity.


PToday

Physics Today é um dos principais periódicos sobre física do mundo. Esse texto foi extraído de sua página oficial no Facebook. Todos os posts são escritos por Charles Day, editor online da Physics Today, Paul Guinnessy, o gerente de conteúdo online, e Greg Stasiewicz,  assistente de produção do site.  

Página Oficial da Revista: www.physicstoday.org.

Nanobiografia de Blaise Pascal

Blaise Pascal (1623 - 1662)
Blaise Pascal (1623 – 1662)

[Dia 19/06] É o aniversário de Blaise Pascal, que nasceu em 1632, em Clermont-Ferrand, França. Uma criança gênio, Pascal inventou uma máquina de calcular mecânica, e derivados, resultando na teoria da probabilidade e estatística. Mais tarde, depois de uma visão, ele escreveu obras de filosofia religiosa. As contribuições de Pascal à física foram significativas. Ele delineou os princípios de hidráulica e hidrostática. A unidade SI de pressão foi nomeado em homenagem a ele, tal como uma linguagem de programação desenvolvida influente na década de 1960, Pascal.

(tradução livre do texto abaixo)

It’s the birthday of Blaise Pascal, who was born in 1632 in Clermont-Ferrand, France. A child genius, Pascal invented a mechanical calculating machine and derived results in probability theory and statistics. In later life, following a vision, he wrote works of religious philosophy. Pascal’s contributions to physics were significant. He outlined the principles of hydraulics and hydrostatics. The SI unit of pressure is named after him, as was an influential programming language developed in the 1960s, Pascal.


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Nanobiografia de James Clerk Maxwell

Maxwell

[Dia 13/06] É o aniversário de James Clerk Maxwell, que nasceu em 1831, em Edimburgo, na Escócia. Maxwell estudou física e matemática nas Universidades de Edimburgo e Cambridge. As suas contribuições para o eletromagnetismo e a mecânica estatística são persistentes e famosas, mas ele também esteve interessado em ótica e na percepção da cor.

Foto feita por Maxwell
Foto feita por Maxwell

A fotografia acima foi feita pelo próprio Maxwell, em 1861, para demonstrar sua teoria de que o olho humano iria interpretar uma imagem composta tiradas com filtros vermelhos, azuis e verdes como sendo totalmente em cores. Sua teoria é compreendida como o fundamento da fotografia a cores, filmes e TV.

[Adendo Pessoal: Maxwell é compreendido com um dos maiores físicos de todos os tempos. Foi ele o responsável por uma das maiores unificações da história da física, a do Eletromagnetismo, que foi a base para Einstein criar sua Teoria Relativística.]

(tradução livre do texto abaixo)
It’s the birthday of James Clerk Maxwell, who was born in 1831 in Edinburgh, Scotland. Maxwell studied physics and mathematics at the Universities of Edinburgh and Cambridge. Maxwell’s contributions to electromagnetism and statistical mechanics are lasting and famous, but he was also interested in optics and the perception of color. The photograph on the right was taken by Maxwell himself in 1861 to demonstrate his theory that the human eye would interpret a composite image taken with red, blue and green filters as being in full color. His theory underlies color photography, movies and TV.


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Escalas do Sistema Solar

Saturno, Júpiter, Marte… Sabemos e decoramos os planetas do nosso sistema solar na escola, mas temos uma real dimensão de suas magnitudes frente a Terra?

No site lesud.com e imgur.com, temos algumas imagens interessantes desta escala planetária.

Tamanhos relativos dos planetas do nosso sistema solar
Tamanhos relativos dos planetas do nosso sistema solar. Fonte: lesud.com
Tamanho do Sol frente aos planetas dos sistema solar
Tamanho do Sol frente aos planetas dos sistema solar. Fonte: lesud.com
Comparação entre Marte, Vênus, Terra e Mercúrio
Comparação entre Marte, Vênus, Terra e Mercúrio. Fonte: lesud.com
Relação entre os satélites (luas) de cada planeta.
Relação entre os satélites (luas) de cada planeta. Fonte: lesud.com
Comparação entre Terra e Lua
Comparação entre Terra e Lua. Fonte: lesud.com
Comparação das órbitas até Júpiter (os planetas foram aumentados para visualização)
Comparação das órbitas até Júpiter (os planetas foram aumentados para visualização). Fonte: lesud.com
Tamanho da órbita Terra-Lua.
Tamanho da órbita Terra-Lua. Fonte: lesud.com
Na distância entre Terra e Lua, conseguiríamos enfileirar todos os planetas do nosso Sistema Solar
Na distância entre Terra e Lua, conseguiríamos enfileirar todos os planetas do nosso Sistema Solar. Fonte: Imgur

Pra finalizar, embora achemos que o Sol é realmente grande, observemos essa comparação:

Comparação do Sol e da Órbita da Terra em relação à VY Canis Majoris. Fonte: www.theskepticsguide.org
Comparação do Sol e da Órbita da Terra em relação à VY Canis Majoris. Fonte: http://www.theskepticsguide.org

FONTES:


ATUALIZAÇÃO:

Um vídeo que mostra essa comparação entre a VY Canis Majoris, Sol, Planetas e outras estrelas:

Ao final do vídeo, o autor argumenta que caso um avião comercial a 900km/h desejasse viajar no equador da superfície da VY Canis Majoris, levaria 1100 anos para conseguir dar uma volta completa! Para efeitos de comparação, levaria somente 44,5 horas na Terra e um pouco mais de 200 dias no Sol.

(Antes que alguém argumente, é somente uma comparação hipotética desprezando a temperatura nessa superfície, além da velocidade órbital estar muito baixa, o que faria o avião colapsar na superfície estrelar quase que instantaneamente)

 

Jogo Revista NATURE

A Revista Scientific Reports de uma das mais renomadas publicações científicas, a Nature, trouxe um jogo interativo para se descobrir os nomes de 50 cientistas que aparece em uma gravura.

Bem Vindo ao Scientific Reports Eye Sci!

Um jogo online intrigante e certas vezes frustrante, mas que fará com que deseje mais! Sua missão, que você deverá encolher se deseja aceitar, é descobrir os nomes dos 50 cientistas escondidos dentro desta imagem. Algumas pistas são os seus nomes, enquanto outras personalidades você irá precisar de conhecimento de suas descobertas, invenções ou leis para chegar à resposta correta.

Captura de Tela 2014-05-14 às 22.58.50
Jogo Scientific Reports Eye Sci da Revista Nature

Tudo bem que não é nem de perto o jogo mais divertido da história, mas para o estudante de ensino médio, não deixa de ser uma forma de treinar se conhece diversos fenômenos e seus descobridores que se aprende em Química, Biologia e Física.

O jogo tem um link para o Facebook, onde pode colocar quantos já foram encontrados. Outro  fato interessante, é que pertence a Nature não a revistas pseudo-cientificas que vemos no mercado. Ou seja, ter seu nome ligado com essa revista não é nada ruim, ainda mais pra quem deseja seguir uma carreira científica.

Logo de cara no canto superior direito, temos um dos maiores físicos de todos os tempos. Boa sorte!

PARA ACESSAR O JOGO CLIQUE NO LINK ABAIXO
Scientific Reports Eye Sci

 

Nanobiografia de De Sitter

Einstein (esquerda) e De Sitter (direita). Fonte: Physics Today
Einstein (esquerda) e De Sitter (direita). Fonte: Physics Today

[Dia 06/05] É o aniversário de Willem De Sitter, que nasceu em 1872 em Leiden, na Holanda. De Sitter estudou matemática na Universidade de Groningen e saiu para se tornar um astrônomo. Sua formação matemática o ajudou a apreciar o significado cosmológico da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein. Apenas dois anos após a teoria de Einstein ser publicada em 1915, De Sitter propôs uma solução para as equações de campo de Einstein que descrevia um universo sem massa cuja expansão é impulsionada por uma constante cosmológica diferente de zero. Embora o universo De Sitter seja uma simplificação, nosso próprio universo passou a se assemelhar a essa proposta.

(tradução livre do texto abaixo)
It’s the birthday of Willem de Sitter, who was born in 1872 in Leiden, the Netherlands. De Sitter studied mathematics at the University of Groningen and went on to become an astronomer. His mathematical background helped him to appreciate the cosmological significance of Albert Einstein’s general theory of relativity. Just two years after Einstein’s theory had appeared in print in 1915, De Sitter proposed a solution to Einstein’s field equations that described a massless universe whose expansion is driven by a non-zero cosmological constant. Although the De Sitter universe is a simplification, our own universe has come to resemble it.


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Qual Telescópio Comprar?

Crédito: www.meteorwatch.org
Crédito Imagem: http://www.meteorwatch.org

Alguns alunos me procuraram no passado e recentemente desejando saber mais sobre qual telescópio comprar. Assim, decidi fazer um post sobre o assunto. Embora eu seja físico, digo de antemão que possuo um conhecimento superficial sobre o tema. Conheço os princípios envolvidos, tenho meu telescópio, mas não me considero um astrônomo amador.

Antes de mais nada, digo que achava que seria fácil fazer esse post. Acharia dois ou três bons sites sobre o assunto e indicaria a vocês, com alguma experiência minha. Contudo, a primeira coisa que me deparei numa curta pesquisa sobre telescópios, foi numa porção de páginas que trazem uma enormidade de informações técnicas e siglas que só nos deixam mais confusos ao invés de nos ajudar na escolha.

Eu até entendo, pois um telescópio possui diversos itens que devem ser observados. Mas, é quando se tenta explicar seu funcionamento, tipos de lentes, estrutura, e etc, é que fica complexo seguir adiante, pois queremos algum lugar por onde começar de forma rápida e confiável. Ou seja: Queremos logo um modelo.

Outro ponto estranho é que muitos dos sites sobre o assunto são também vendedores de telescópios. Com isso, é difícil acreditar na total imparcialidade sobre um determinado modelo recomendado. Achei, inclusive, um site internacional que fez um ranking dos melhores telescópios de 2014 em diversas categorias. Interessante analisar que o site vendia todos os produtos ganhadores.

Preciso MESMO de um Telescópio?

Assim, como sou um curioso e não um praticante de astronomia amadora, julgo necessário relatar algumas informações pertinentes, fundamentadas na minha experiência com meu telescópio, e de colegas que também adquiriram. Veja que não estou desistimulando a compra, mas somente sendo mais realista.

  • Se pergunte se gosta mais de apreciar uma foto de um objeto celeste ou se gosta de ficar ao relento até tarde da noite fazendo observações. Para a primeira opção, existem diversas fotos do Hubble, mostrando o universo em um grau de definição que jamais poderemos observar em telescópios na Terra.

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    Parte da Eagle Nebula. Imagem capturada pelo Hubble
  • Do mesmo modo que comprando uma máquina profissional de fotografia não garantirá fotos perfeitas, comprar um telescópio não quer dizer que se conseguirá manuseá-lo facilmente. É necessário dedicação.
  • Telescópio é um objeto caro (entre 400 e 15.000 reais). Até os mais simples de marcas suspeitas o são. Por isso, pense se deseja gastar dinheiro com algo que, se não gostar, poderá ficar encostado por anos.
  • Ocupam um grande espaço. Se não mora numa residência razoavelmente grande, talvez terá um belo incômodo.
  • Tal qual esteiras de academia, sites de classificados online estão cheio deles.
  • São frágeis. Poeira e maus tratos poderão deteriorá-lo ou quebrá-lo facilmente.
  • As cidades grandes sofrem de um problema chamado de “poluição luminosa”. Dificilmente se verá com nitidez algum corpo celeste interessante por conta da luz emitida pela própria cidade.

    Crédito: www.astronomoamador.net
    Crédito Imagem: http://www.astronomoamador.net
  • Para se fazer observações cada vez mais refinadas, se necessita de acessórios a altura. Assim, mais gastos, tempo, pesquisa e estudos serão necessários.
  • A não ser que você deseje estudar o Sol (o que jamais deve se fazer!), realizamos observações a noite. Ou seja, esteja preparado para, por exemplo, ver um eclipse lunar as 4 da manhã. O sono e o frio podem ser inimigos nessas horas.
  • A Terra gira! Embora saibamos desse fato, quanto mais zoom damos, mais rápido perderemos o objeto de vista. Tanto é assim que astrônomos semi-profissionais e profissionais utilizam um motor acoplado no telescópio para compensar a rotação da Terra, ou seja, mais despesas.
    [Por falar nesse ponto, existem diversos vídeos no Youtube sobre Night Sky Time Lapse evidenciando esse fato que raramente percebemos. Trago abaixo um exemplo]
  • Você vê a olho nu o que parece um objeto luminoso interessante, aponta o telescópio e… onde está o bendito objeto na ocular?? Minutos e horas a fio serão gastos no ajuste fino procurando corpos celestes para se observar.
  • A não ser que invista uma quantia razoável num telescópio potente (e não fique observando somente  a Lua), dificilmente se verá uma imagem perfeitamente definida. Em alguns casos, veremos somente uma imagem borrada, longe daquelas publicadas pela NASA ou em simulações feitas em documentários.
Marte visto num Telescópio de 180mm foco 1333mm + ortoscópica de 4mm + 4x de zoom óptico da Cânon A540.
Marte visto num Telescópio de 180mm foco 1333mm + ortoscópica de 4mm + 4x de zoom óptico da Cânon A540.
Marte Visto no Telescópio Espacial Hubble de 2 bilhões de dólares
Marte visto no Telescópio Espacial Hubble de 2 bilhões de dólares

Opções Alternativas à compra de um Telescópio

As vezes gostamos mais de observar um evento do que propriamente criar os meios para observá-lo. O que fazer então?  Aqui vão mais algumas dicas para quem deseja saber mais sobre astronomia, sem precisar adquirir um telescópio.

  • Visite planetários municipais. Um bom astrônomo precisa saber o que observar. No Parque do Ibirapuera, em São Paulo/SP temos um dos melhores.
  • Várias cidades possuem observatórios municipais abertos para o público! Em São Paulo/SP existe o Parque CienTec da USP. Eu já visite algumas vezes o Observatório Jean Nicolini em Campinas/SP. É a melhor forma de ver astrônomos profissionais em ação e observar fenômenos e corpos celestes em um telescópio potente. Fora que nesses locais existem, além da observação, palestras e aulas para interessados.

    Observatório Jean Nicolini
    Observatório Jean Nicolini
  • Caso goste do assunto, pesquise bastante ou faça um curso de astronomia amadora antes de comprar qualquer coisa. Existem cursos online no youtube e presenciais. Um exemplo é o Clube de Astronomia de São Paulo.
  • Se gostar muito do assunto e morar no Rio de Janeiro/RJ, indico o Observatório Nacional (on.br) para fazer cursos menores, de graduação e pós-graduação em astronomia e astrofísica.
  • Alguns astrônomos dizem para começar com um bom binóculo. Além de ser mais barato, já se conseguirá observar diversos eventos astronômicos interessantes (sugiro achar alguém que tenha e perguntar se isso procede).

Comprando um Telescópio, enfim!

OK. Se depois de tudo isso, ainda está convicto que deseja um telescópio, então vamos lá! Vale lembrar que Galileu Galilei observou Saturno, Júpiter e suas luas com uma luneta aperfeiçoada por ele no séc 17. Então, nem tudo está perdido.

Somente para se guiar, é importante saber que existem diversos tipos de telescópios. Listarei os principais:

  1. Telescópio Refletor Newtoniano (se utiliza de espelhos para observação);
  2. Telescópio Refletor Newtoniano  com montagem Dobsoniana;
  3. Telescópio Refrator (se utiliza de lentes para observação – é a chamada luneta);
  4. Schmidt Cassegrains (não indicado para iniciantes)

Cada desses possui uma qualidade e um defeito (veja o link www.ccvalg.pt/astronomia/) para saber mais sobre como cada um funciona.

Já em um fórum internacional de debates de astrônomos, Stargazers Lounge, consegui recolher algumas informações muito boas sobre as melhores marcas do mercado. Alias, outra dica que dou é procurar fóruns desse tipo para saber mais sobre o assunto. São essas:

  • SkyWatcher,
  • Meade,
  • William Optics,
  • Celestron.

As marcas mais recorrentes em recomendação nas minhas pesquisas foi SkyWatcher seguido de Celestron. Se conseguir achar no atacado alguma dessas marcas, num preço dentro do seu orçamento, depois de verificada todas as especificações técnicas possíveis, então o adquira. Veja que não testei nenhuma delas.

Sobre os melhores modelos para iniciantes, segundo o site meteorwatch.com, o melhor telescópio nessa categoria é o que chamamos de Dobsoniano, por ter uma captura luminosa melhor, sendo que indica o Skywatcher heritage 130p flextube, como perfeito até mesmo para profissionais. O site Astronomia On-line, também indica um desses para iniciantes:

“(…) se começasse hoje na Astronomia, recomendar-se-ia um reflector Dobsoniano de 6″ ou 8”. Um Dobsoniano de 6″ é simples, barato e irá ensinar-lhe muito. A parte da simplicidade é importante, dado que irá gastar o seu tempo a apontar e observar com o seu telescópio, e não a brincar com os por vezes complicados controlos de uma montagem equatorial. Os principiantes precisam de ter imediatamente sucesso, e as aberturas de 6″ e 8″ são grandes o suficiente para mostrar uma imagem brilhante dos objectos celestes mais comuns. Os Dobsonianos de 6″ da Meade, Celestron, Orion e Discovery são bons. Escolha um. Se se sentir ambicioso, compre um de 8″. As diferenças entre as marcas são basicamente apenas na qualidade dos acessórios. Compre uma mira de 6×30 (ou maior), oculares Plossl em vez de Kellner, e Pyrex em vez de espelho de vidro normal”.

 

Skywatcher HERITAGE-130P

Modelo Skywatcher HERITAGE-130P

No cosmoforum, achei uma indicação do modelo SkyWatcher Dobsoniano TD 203mm 8″ Traditional, outro telescópio Dobsoniano.

Mas, esses modelos e marcas não devem ser a única possibilidade. Existe uma variedade tão grande de tipos, marcas e acessórios, que somente pesquisando muito é que conseguiremos entender um pouco do mercado de telescópio. Existem alguns sites bem renomados de compras no Brasil, contudo, como nunca comprei nos mesmos, fico com receio de indicá-los (veja no link algumas pessoas recomendando esses sites). Primeiramente, já digo que evite comprar em supermercados e em shoppings, pois trarão produtos de qualidade duvidosa e muito caros. Em sites online, sempre busque no Reclame Aqui para saber se a loja é confiável.

Uma outra dica é achar vídeos no Youtube de filmes gravados ou fotos tiradas por astrônomos amadores de corpos celestes, e buscar nas informações do vídeo, o modelo do telescópio usados as e lentes usadas. Desse modo, já se sabe o que esperar de um modelo (no canal do Youtube de Flávio Fotunato trago um exemplo disso ocorrendo).

Comprei um Telescópio! Mas… o que observar agora?

A lua é um bom começo, pois é o maior corpo celeste no céu noturno, obviamente, que conseguiremos analisar. Depois, os planetas são os objetos celestes mais legais. Por fim, ainda, existe algumas galáxias.

Existe calendários de eventos astronômicos que ocorrem anualmente. Trago um exemplo que obtive no blog gpastrofoto.blogspot.com.br do ano de 2014:

Crédito Imagem: gpastrofoto.blogspot.com.br, Fonte: ZQ.
Crédito Imagem: gpastrofoto.blogspot.com.br – Fonte: ZH.

Ou seja, sempre há o que se observar. Não deixe de comprar um planisfério para saber o que está olhando, ou adquira aplicativos como o Sky Guide ou Night Sky, que utiliza o GPS do seu celular ou tablet.

Conclusão

Lembre-se que nada tira a experiência de observar pela primeira vez algo num telescópio. Seja uma imagem borrada, passando frio, com sono ou qualquer empecilho que possa existir, eu garanto que será algo único para se guardar pelo resto da vida, e que nenhuma imagem impressa ou digital conseguirá transmitir.

Boa Sorte!

PARA SABER MAIS:


ADENDO: Meu Telescópio

Eu ganhei o meu telescópio em 2007.

Ele veio numa caixa escrito: Telescope F900114. Não encontrei nada sobre o fabricante, o que normalmente geraria suspeita. Depois de muito vasculhar, achei uma nota da importadora que dizia que a empresa era Ningbo Sunshine International Trade Co., Ltd. (chinesa, por sinal) e até encontrei um site sobre eles “www.sunshine-optics.com”.

Enfim, procurando hoje sobre a marca, não encontrei nada. O site não é atualizado desde 2007. Existe algumas unidades vendendo no eBay, contudo, nenhuma outra informação. Provavelmente a empresa faliu, mudou de nome, foi comprada ou ainda continua por aí. Enfim, não recomendaria pra quem deseja realmente investir dinheiro no assunto, mesmo eu tendo me divertido muito e aprendido tudo o que disse com ele.

Meu Telescópio
Meu Telescópio

Telescópio Refletor Newtoniano.

Informações Técnicas:

  • Distância Focal de 900 mm.
  • Objetiva de 114 mm.
  • Mira Óptica (Finderscope) de 6 x 30.
  • Montagem Altazimutal.
  • Altura Ajustável  até 135 cm.
  • Lentes Oculares de 10 mm e 25 mm.

ADENDO 2: Astrofotografia

Fazendo esse post, achei essa vertente da astronomia amadora, que é a astrofotografia. Para quem gosta, existe um site do EBA – Encontro Brasileiro de Astrofotografia. Um vídeo do encontro deles, mostra o tamanho dos telescópios, mas também a qualidade das fotos tiradas.

Site do Evento: www.eba.astronomos.com.br


ADENDO 3: Livro “Astronomia & Astrofísica”

Em um curso eletivo que fiz com o Prof. Dr. Carlos Escobar, durante minha graduação na UNICAMP, tive a recomendação de um livro que existe em formato digital e gratuito (pelos próprios autores), e também publicado pela Editora da Física, chamado Astronomia & Astrofísica, do Prof. Kepler de Souza Oliveira Filho e da Profa. Maria de Fátima Oliveira Saraiva do Departamento de Astronomia, do Instituto de Física da UFRGS.

É praticamente um compilado de tudo o que existe sobre o assunto, desde a história da cosmologia, até recentes descobertas nesse meio, sendo um guia para os que desejam se aprofundar nessa temática. Para o público leigo em exatas, existem alguns capítulos mais complexos em termos matemático, mas não deixa de ser uma ótima fonte confiável.

Para ter acesso ao conteúdo do livro e de seus autores, clique no link abaixo:

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astro.if.ufrgs.br


ADENDO 13/06/2014

Achei essa imagem muito interessante no APOD, e nos ajuda a entender, por meio de uma brincadeira, o que nós vemos no céu.

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APODTradução da Explicação do site APOD: O que é que a luz no céu? Talvez uma das perguntas mais comuns da humanidade, resulta em uma resposta a partir de algumas observações rápidas. Por exemplo – se move ou pisca? Se assim for, e se você vive perto de uma cidade, a resposta é tipicamente um avião, uma vez que os aviões são muito numerosos e as estrelas e os satélites são pouco brilhantes para serem suficientemente visto sobre a poluição das luzes da cidade artificiais. Se não, e se você mora longe de uma cidade, a luz brilhante é provavelmente um planeta como Vênus ou Marte – o primeiro dos quais é obrigado a aparecer perto do horizonte pouco antes do amanhecer ou depois do anoitecer. Às vezes, o baixo movimento aparente de um avião distante perto do horizonte torna difícil dizer se é um planeta brilhante, mas mesmo isso pode geralmente ser discernido pelo movimento do avião ao longo de alguns minutos. Ainda não tem certeza? O gráfico acima apresenta uma avaliação até mesmo bem-humorada, mas bem precisas. Entusiastas do céu dedicados provavelmente vão notar – e são encorajados a fornecer – correções educadas.

 

FONTE:  apod.nasa.gov/apod/ap140609.html

 

Einstein e a “sua” Equação

A famosa equação E=mc2 atribuída ao físico Albert Einstein (1879 – 1955), possui uma origem um pouco difusa. Embora a cultura popular compreenda essa equação como, até mesmo, um nome ou  sinônimo do cientista alemão, existe indícios consistentes que não foi Einstein quem primeiro provou a equivalência entre energia e massa.

Einstein em 1916
Einstein em 1916

Contudo, algo que recorrentemente surge na recente história da teoria da relatividade (e livros que buscam se utilizar de seu autor para gerar tais polêmica e alavancarem as vendas) são alegações que Einstein plagiou essa equação (ou mesmo todas as suas teorias).

Intrigas, questões geopolíticas, teorias da conspiração buscam até mesmo alegar que Einstein copiou a teoria da relatividade inteira de terceiros em seu emprego antes de ser físico no escritório de patentes de Berna, na Suíça.

Assim, o que desejo mostrar aqui é que  E=mc2   já permeava, sim, trabalhos de diversos físicos e que, ao mesmo tempo, isso não tira o mérito de Einstein em sua solução.

Trago, desse modo, uma tradução que fiz de um artigo do site physicsworld.com, uma das mais renomadas revistas científicas de física, que busca enriquecer com novas discussões históricas a gênese da tão famosa equação:


Foi Einstein quem descobriu o E=mc2?

Did Einstein discover E = mc2? - Physics WorldQuem descobriu o E=mc2? Não é uma pergunta tão fácil de responder como se poderia pensar. Desde cientistas como James Clerk Maxwell e Max von Laue, até uma série de agora esquecidos primeiros físicos do século 20, foram considerados como os verdadeiros descobridores da equivalência massa-energia agora popularmente creditada a teoria da relatividade especial de Einstein. Essas afirmações geraram manchetes acusando Einstein de plágio, mas várias dessas são mentirosas ou pouco fundamentadas. No entanto, dois físicos têm agora mostrado que a famosa fórmula de Einstein tem uma gênese complicada e um tanto ambígua – que tem pouco a ver com a relatividade.

Um dos precursores mais plausíveis na descoberta de E = mc2 foi Fritz Hasenöhrl, um professor de física na Universidade de Viena. Em um artigo de 1904, Hasenöhrl escreveu claramente a equação E = 3/8mc2 . De onde ele tirou isso, e qual o motivo da constante de proporcionalidade estar errada? Stephen Boughn, da Haverford College na Pensilvânia, e Tony Rothman, da Universidade de Princeton, examinaram esta questão em um artigo enviado ao servidor preprint arXiv .

O nome de Hasenöhrl tem uma certa notoriedade agora, como é comumente proclamado pelos aficcionados anti-Einsteins. Sua reputação como o homem que realmente descobriu E = mc2 deve muito aos esforços da física anti-semita e pró-nazista do ganhador do prêmio Nobel Philipp Lenard, que procurou separar o nome de Einstein da teoria da relatividade de modo que não fosse visto como um produto da “ciência judaica”.

“O Maior Físico Austríaco do seu Tempo” 

Friedrich ( Fritz ) Hasenöhrl (1874 - 1915 )
Friedrich ( Fritz ) Hasenöhrl (1874 – 1915 )

No entanto, tudo isto prestou um desserviço a Hasenöhrl. Ele foi aluno e sucessor em Viena, de Ludwig Boltzmann, e foi elogiado por Erwin Schrödinger, dentre outros. ” Hasenöhrl foi, provavelmente, o principal físico austríaco do seu tempo”, disse Rothman a physicsworld.com. Ele poderia ter ido muito longe se não tivesse sido morto na Primeira Guerra Mundial.

A relação entre energia e massa já estava sendo amplamente discutida ao tempo de Hasenöhrl considerando o assunto em questão. Henri Poincaré estabeleceu que a radiação eletromagnética possuía momentum e, assim, efetivamente uma massa, conforme se diz em E = mc2. O físico alemão Max Abraham argumentou que um elétron em movimento interage com seu próprio campo E0, para adquirir uma massa aparente dada por E0 = 3/4 mc2 . Tudo isso foi baseado em eletrodinâmica clássica, assumindo ainda uma teoria do éter. “Hasenöhrl, Poincaré, Abraham e outros sugeriram que deveria haver uma massa inercial associado à energia eletromagnética, mesmo que eles tenham discordado na constante de proporcionalidade”, diz Boughn.

Robert Crease, filósofo e historiador da ciência da Universidade Stony Brook, em Nova York, concorda. “Os historiadores costumam dizer que se não houvesse Einstein, a comunidade teria convergido sobre a relatividade especial em pouco tempo”, diz ele. “Os dados os estavam empurrando, chutando e gritando nessa direção”. Boughn e o trabalho de Rothman , diz ele, mostra que Hasenöhrl estava dentre aqueles que encabeçavam essa comunidade.

Hasenöhrl abordou o problema perguntando se um corpo negro emitindo radiação modificaria sua massa quando está se movendo em relação a um observador. Ele calculou que o movimento acrescentaria uma massa de 3/8c2 vezes a energia radiante. No ano seguinte, ele corrigiu isso para 3/4c2 .

Um Estilo Diferente de Artigo Científico

No entanto, ninguém estudou adequadamente derivação de Hasenöhrl a ponto de entender seu raciocínio ou o motivo do fator estar errado, afirmam Bough e Rothman. Isso não é fácil, eles admitem. “Os papéis, nos padrões de hoje, são apresentados de uma maneira complicada e não são livres de erros. O maior obstáculo é que eles foram escritos a partir de uma visão de mundo obsoleta, que só confunde o leitor mergulhado na física relativista. “Até mesmo Enrico Fermi, aparentemente, não se preocupou em ler os artigos de Hasenöhrl corretamente antes de concluir, erroneamente, que a discrepância de 3/4 no fator prévio, deveu-se à auto-energia do elétron identificado por Abraham.

“Onde Hasenöhrl realmente se perdeu em seu cálculo foi na ideia de que, se os radiadores em sua cavidade estão emitindo radiação, eles deveriam estar perdendo massa, assim seu cálculo não ficou consistente”, diz Rothman. “No entanto, ele tem a metade do mérito. Se ele tivesse simplesmente dito que E é proporcional a m, a história provavelmente teria sido mais gentil com ele”.

Mas, se esse é o caso, onde é que a relatividade apareceria? Na verdade, talvez não precisasse aparecer. Ao passo que Einstein celebrava o artigo de 1905 “Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento”, estabelecendo-se claramente as bases da relatividade, abandonando o conceito de éter e tronando a velocidade da luz invariante, sua derivação de E = mc2 não dependia desses pressupostos. Você pode obter a resposta certa com a física clássica, diz Rothman, tudo em uma teoria do éter sem c ser constante ou a velocidade limitante. “Embora Einstein comece relativisticamente, ele aproximou muito todos os dados relativistas, sobrando basicamente um cálculo clássico”.

Uma Questão Controversa

O físico Clifford Will, da Universidade de Washington em St. Louis, especialista em relatividade, considera o preprint “muito interessante”. Boughn e Rothman “são físicos bem-vistos”, diz ele, e como resultado, “tende a confiar na análise deles”. No entanto, as controvérsias que foram previamente suscitadas sobre a questão da prioridade, talvez traga certa da relutância dos historiadores da física, comentou quando contatado pela physicsworld.com .

Será que Einstein sabia do trabalho de Hasenöhrl? “Eu não posso provar, mas estou razoavelmente certo de que Einstein o conhecia, e só decidiu fazê-lo melhor”, diz Rothman. Mas falhou ao não citá-lo, o que não era incompatível com as convenções da época. De qualquer modo, Einstein afirmou que sua motivação para a busca da relação massa-energia surgiu este foi desafiado por Johannes Stark (que creditou-a, em 1907, para Max Planck) . Ambos, Hasenöhrl e Einstein, estavam na famosa primeira conferência de Solvay em 1911, junto com a maioria dos outros físicos ilustres da época. “Só podemos imaginar as conversas”, diz Boughn e Rothman.

Rothman disse physicsworld.com que ele se deparou com o nome de Hasenöhrl uma série de vezes, mas sem uma explicação concreta sobre o que ele realmente desenvolveu. “Um dos meus antigos professores, E. C. G. Sudarshan, uma vez mencionou que ele dava crédito a Hasenöhrl pela equivalência massa-energia. Então, por volta da época de Natal do ano passado, eu disse a Steve: “Por que não passamos algumas horas após o almoço um dia olhando para os papéis de Hasenöhrl para ver o que ele fez de errado? ” Bem, um par de horas se transformou em oito meses, pois o problema acabou se tornando extremamente difícil”.


Outro ponto nada difundido sobre o famoso E=mc que é tão popularmente comentado e tão pouco compreendido pela população de um modo geral, é que essa equação não é uma lei geral da física, como o Prof. Dr. Roberto Martins, um dos maiores nomes da História da Física do Brasil, comenta em uma mesa redonda sobre história da ciência no ensino [referência 3] (destaques meus):

(…) Quero dar um exemplo de ignorância histórica bastante comum. Em cursos de Estrutura da Matéria ou de Teoria da Relatividade costuma-se ensinar a ““relação massa-energia de Einstein”” –– E = mc. Por um lado, pode ser interessante mencionar que Poincaré e Hasenöhrl já haviam, antes de Einstein, chegado a essa relação, em casos especiais. Mas omitir Poincaré e Hasenöhrl não é grave. O que é realmente grave é que os professores não sabem que a relação E = mc  não é uma lei geral da Física, se a Teoria da Relatividade estiver correta! Ela é apenas um caso particular da lei de Planck, estabelecida em 1907, segundo a qual a massa inercial maupertuisiana de um corpo (definida como momentum dividido por velocidade) é igual a sua entalpia (e não energia) dividida por c. Apenas quando o termo PV (pressão vezes volume) da entalpia é desprezível, pode-se falar que E = mc2. Além disso, a relação E = mc não se aplica à energia potencial, por exemplo. Quem só conhece os livros-textos e não conhece a história da Teoria da Relatividade profundamente vai sempre cometer erros ao falar sobre essa relação massa-energia.

Portanto, frente a uma equação que funciona em casos muito específicos; que ninguém assumiu para si ou pareceu incomodado antes e durante a vida do físico; que diante de tantos outros trabalhos de maior relevância que Einstein desenvolveu durante sua vida parece algo inócuo; sugere uma relevância exagerada e quase que uma falta de apuramento histórico para aqueles que taxam Einstein como plagiador.

O que podemos concluir (ao meu ver) é que caso já soubesse da equação (que sabemos ter sido provada antes pelos grandes físicos e matemáticos citados), Einstein errou ao não citar essas fontes prévias, embora, conforme vimos no artigo da Physics World, não era costume referenciar papers tal como hoje. Mas, para quem desenvolveu todo um ramo novo da física com a Teoria da Relatividade Geral, reformulou a Mecânica de Newton, contribuiu na corroboração do Efeito Browniano, ganhador do Prêmio Nobel de Física pela descoberta do Efeito Fotoelétrico, dificilmente o veremos se tornando um enorme engodo.

FONTES:

  1. Página de Roberto Martins
    www.ghtc.usp.br/ram-cur.htm
  2. Currículo Lattes – Roberto Martins:
    buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?metodo=apresentar&id=K4783911A7
  3. Frederico Firmo de Souza Cruz, Maria Regina Dubeux Kawamura, Paulo Cesar Coelho Abrantes, Roberto Martins – “Mesa-redonda: influência da história da ciência no ensino de Física” – Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 5, n. Especial – junho de 1988, págs. 76-92 – Periódicos UFSC:
    periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/issue/view/381