O Sol visto a partir dos Planetas

Como veríamos o Sol na superfície dos planetas do sistema solar? A respostas está na figura abaixo. Pra quem está em dúvida sobre qual planeta é qual, da esquerda para a direita temos: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

Como o Sol é visto nos planetas do Sistema Solar.

Como o Sol é visto nos planetas do Sistema Solar.

Reparem que, em Netuno, o Sol seria visto como uma estrela para nós. Plutão, como foi amplamente divulgado alguns anos atrás, foi rebaixado a planeta anão. O Sol visto de sua superfície seria ainda menor que em Netuno!

Crédito da Imagem: IFL Science – www.iflscience.com

 

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Escalas do Sistema Solar

Saturno, Júpiter, Marte… Sabemos e decoramos os planetas do nosso sistema solar na escola, mas temos uma real dimensão de suas magnitudes frente a Terra?

No site lesud.com e imgur.com, temos algumas imagens interessantes desta escala planetária.

Tamanhos relativos dos planetas do nosso sistema solar

Tamanhos relativos dos planetas do nosso sistema solar. Fonte: lesud.com

Tamanho do Sol frente aos planetas dos sistema solar

Tamanho do Sol frente aos planetas dos sistema solar. Fonte: lesud.com

Comparação entre Marte, Vênus, Terra e Mercúrio

Comparação entre Marte, Vênus, Terra e Mercúrio. Fonte: lesud.com

Relação entre os satélites (luas) de cada planeta.

Relação entre os satélites (luas) de cada planeta. Fonte: lesud.com

Comparação entre Terra e Lua

Comparação entre Terra e Lua. Fonte: lesud.com

Comparação das órbitas até Júpiter (os planetas foram aumentados para visualização)

Comparação das órbitas até Júpiter (os planetas foram aumentados para visualização). Fonte: lesud.com

Tamanho da órbita Terra-Lua.

Tamanho da órbita Terra-Lua. Fonte: lesud.com

Na distância entre Terra e Lua, conseguiríamos enfileirar todos os planetas do nosso Sistema Solar

Na distância entre Terra e Lua, conseguiríamos enfileirar todos os planetas do nosso Sistema Solar. Fonte: Imgur

Pra finalizar, embora achemos que o Sol é realmente grande, observemos essa comparação:

Comparação do Sol e da Órbita da Terra em relação à VY Canis Majoris. Fonte: www.theskepticsguide.org

Comparação do Sol e da Órbita da Terra em relação à VY Canis Majoris. Fonte: http://www.theskepticsguide.org

FONTES:


ATUALIZAÇÃO:

Um vídeo que mostra essa comparação entre a VY Canis Majoris, Sol, Planetas e outras estrelas:

Ao final do vídeo, o autor argumenta que caso um avião comercial a 900km/h desejasse viajar no equador da superfície da VY Canis Majoris, levaria 1100 anos para conseguir dar uma volta completa! Para efeitos de comparação, levaria somente 44,5 horas na Terra e um pouco mais de 200 dias no Sol.

(Antes que alguém argumente, é somente uma comparação hipotética desprezando a temperatura nessa superfície, além da velocidade órbital estar muito baixa, o que faria o avião colapsar na superfície estrelar quase que instantaneamente)

 

Movimento Retrógrado de Marte


Um dos motivos que levaram Galileu Galilei e alguns outros astrônomos no século 16 a acreditarem no Heliocentrismo em oposição ao Geocentrismo, foi o movimento dos planetas no céu. Se todos os corpos celestes deveriam orbitar a Terra (como até então se considerava), o que justificaria um movimento retrógrado no céu de alguns desses corpos?

APODTrago aqui uma foto do movimento de marte capturada durante diversos instantes  ao longo de dias e publicada em dezembro de 2003 pelo site da NASA –  Astronomy Picture of the Day (APOD) [Fotos Astronômicas do Dia, em tradução literal] que foi originado, escrito, coordenado e editado desde 1995 pelos astrofísicos Robert Nemiroff e Jerry Bonnell. Segundo o site, o APOD contém a maior coleção de fotos comentadas sobre astronomia na internet.

Segue abaixo uma tradução livre feita por mim dos comentários sobre a foto:

Movimento de Marte no céu. Créditos & Copyright: Tunc Tezel

Movimento de Marte e Urano no céu. Créditos & Copyright: Tunc Tezel

Por que Marte parece se mover para trás? Na maioria das vezes, o movimento aparente de Marte no nosso céu é em uma única direção, lento, mas constante em relação as estrelas distantes. A cada dois anos, porém, a Terra passa Marte enquanto ambas orbitam em torno do sol. Durante a mais recente passagem como essa, em agosto [o ano era 2003], Marte apareceu particularmente grande e brilhante. Também durante este tempo, Marte pareceu se mover para trás no céu, um fenômeno chamado de movimento retrógrado. A foto acima é uma série de imagens digitalmente empilhadas de modo que todas as imagens de estrelas coincidem umas com as outras. Aqui, Marte parece traçar um loop no céu.

No início do ciclo, a Terra passou Marte e o movimento retrógrado foi o maior. Movimento retrógrado também pode ser visto em outros planetas do Sistema Solar. Na verdade, por coincidência, a linha pontilhada à direita do centro da imagem é Urano fazendo a mesma coisa.

FONTE: apod.nasa.gov/apod/ap031216.html

Nanobiografia de Nicolau Copérnico

Nicolau Copérnico (1473 — 1543)

Nicolau Copérnico (1473 — 1543)

[19/Fev] Hoje é o aniversário de Nicolaus Copernicus, que nasceu em 1473 em Torun, na Polônia. Copérnico começou a desenvolver sua teoria heliocêntrica em algum momento no início do século 16, quando foi trabalhar como secretário para o seu tio. Seu famoso livro, De revolutionibus orbium coelestium (Sobre as Revoluções das Esferas Celestes), foi publicado no ano de sua morte, 1543. Ele propôs que somente a Lua orbitaria a Terra; todos os demais planetas orbitariam o sol.
[Complemento meu: Essa teoria vinha de encontro com ao sistema Geocêntrico que se acreditava na época. Anos mais tarde Galileu Galilei se utilizou dessa teoria para desenvolver sua mecânica celeste.]

(tradução livre do texto abaixo)
It’s the birthday of Nicolaus Copernicus, who was born in 1473 in Toruń, Poland. Copernicus began work on his heliocentric theory sometime in the early 16th century, when he was working as a secretary for his uncle. His famous book, De revolutionibus orbium coelestium (On the Revolutions of the Celestial Spheres), was published in the year of his death, 1543. It proposed that only the Moon orbits Earth; all the other planets orbit the Sun.


PToday

Physics Today é um dos principais periódicos sobre física do mundo. Esse texto foi extraído de sua página oficial no Facebook. Todos os posts são escritos por Charles Day, editor online da Physics Today, Paul Guinnessy, o gerente de conteúdo online, e Greg Stasiewicz,  assistente de produção do site.  Página Oficial da Revista: www.physicstoday.org .

A Órbita de Mercúrio

A órbita do planeta Mercúrio foi durante algum tempo um fator de discussão na ciência. Isso se deve ao fato de que a Lei das Órbitas da física clássica, não predizia com total fidelidade o movimento desse planeta. Esse problema ficou conhecido como Precessão da Órbita de Mercúrio. Quem conseguiu resolver esse problema teórico, foi ninguém menos que o físico Albert Einstein, conforme explicação do site plato.if.usp.br:

Quando Einstein desenvolveu a relatividade geral, ele propôs 3 testes dela:

  1. Deflexão de um feixe de luz por um campo gravitacional: isto foi comprovado pela observação de estrelas durante o eclipse de 1919 e posteriormente com outros eclipses e outros tipos de observações […].
  2. Desvio gravitacional da frequência de um feixe de luz num campo gravitacional: isto foi comprovado pela experiência de Pound e Rebka na torre de Harvard em 1960. Como frequência é o inverso do tempo, a marcha de um relógio é afetada por um campo gravitacional e isto foi testado colocando-se relógios em um avião.
  3. Precessão do periélio de mercúrio: havia uma pequena discrepância entre a precessão calculada pela mecânica newtoniana e a precessão observada, 43,11” ± 0,45 por século. Quando Einstein calculou o valor desta precessão usando a relatividade geral, ele encontrou quase 43”. Quando ele percebeu que este resultado era uma consequência natural da sua teoria, sem nenhuma hipótese adicional, Einstein ficou extremamente feliz. Abraham Pais, físico e biógrafo de Einstein, em “Sutil é o Senhor” escreve que: “esta descoberta foi, eu acredito, a experiência emocional mais forte da vida científica de Einstein, talvez de toda a sua vida. A natureza tinha falado com ele”.

Vamos analisar um pouco mais afundo este terceiro item. De acordo com a mecânica newtoniana, as órbitas dos planetas deveriam ser elipses fechadas, com o sol situado em um dos focos e os eixos apontando sempre as mesmas direções do espaço. Na prática, porém, a elipse não fica no mesmo lugar o tempo todo. Em particular, o ponto de máxima aproximação ao Sol (periélio) muda de localização.

Image mercure

Essa precessão é de 574”/século. Boa porte dela pode ser explicada pelas perturbações devido aos outros planetas. Porém, sobra 43”/século que não é explicada. Acreditou-se que isso seria devido a um planeta desconhecido, “Vulcan”, (Afinal, foi dessa forma que a existência de Neptuno fora prevista para entender o movimento de Urano). Esse planeta nunca foi descoberto e foi somente com a publicação do trabalho de Einstein que esse mistério teve fim”.

Em notícia recente do site UOL, podemos verificar que esse fato ainda gera discussão no meio acadêmico. Hoje, com esse estudo e a Teoria da Relatividade Geral ainda melhor compreendida, observa-se que Mercúrio pode, inclusive, se desvencilhar do Sol. Segue abaixo matéria Com órbita ‘caótica’, Mercúrio pode se perder do Sistema Solar, diz estudo do site UOL, publicada em 23/12/2013 – 18h01:

Para sistemas solares se organizarem, as órbitas dos planetas podem ficar instáveis, principalmente daqueles mais perto do Sol. Estudo divulgado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Science nesta segunda-feira (23), cita a instável órbita de Mercúrio -o planeta que em nosso Sistema Solar localiza-se mais próximo do Sol- como uma evidência dessa organização confusa e afirma que o planeta pode até mesmo se perder do Sistema Solar daqui a 5 bilhões de anos.

UCLA

Órbita de Mercúrio dura 88 dias e a distância máxima do planeta ao Sol é de 77 milhões de quilômetros (Afélio) e a mínima é de 46 milhões (Periélio), sendo uma órbita bem excentrica

Sistemas solares organizam os planetas que os compõem de tempos em tempos, mas isso ocorre de forma conturbada e com instabilidades orbitais que afetam em especial os planetas localizados próximos a seu centro. Isso é o que afirma um estudo divulgado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Science nesta segunda-feira (23).

Conduzido por cientistas ligados à Northwestern University, nos Estados Unidos, o estudo cita a instável órbita de Mercúrio — o planeta que em nosso Sistema Solar localiza-se mais próximo do Sol — como uma evidência dessa organização confusa.

O estudo afirma que graças a sua “particularmente caótica” órbita, Mercúrio pode até mesmo se perder do Sistema Solar daqui a 5 bilhões de anos.

O caos ocorrido com sua órbita, ainda segundo o estudo, encontra paralelo também com a órbita de Marte (um dos planetas mais leves de nosso sistema).

Os astrônomos autores da pesquisa afirmam que a tendência apontada por eles foi possível de ser observada também em outros sistemas extra-solares, nas órbitas dos chamados planetas do tipo Júpiter quente (classe de planetas extrassolares que possuem massa similar à de Júpiter).

Mercúrio encolhe

Nos últimos dias, a descoberta de que o planeta vizinho ao Sol vem diminuindo de tamanho a uma intensidade maior do que se pensava surpreendeu astrônomos.

Cientistas afirmam que o encolhimento do planeta é da ordem de 11,4 quilômetros em seu diâmetro, e que ele teria diminuído isso desde a criação do Sistema Solar, 4,5 bilhões de anos atrás. Dados de pesquisas anteriores apontavam um encolhimento em apenas dois ou três quilômetros em seu diâmetro.

A razão para isso estaria na composição do planeta, que vem esfriando ao longo dos anos.

FONTE: noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/12/23/com-orbita-caotica-mercurio-pode-se-perder-do-sistema-solar-diz-estudo.htm acessado em 24/12/2013 – 11h11

Sistema Terra-Lua

A Nasa divulgou hoje a primeira gravação da Lua orbitando a Terra na história da humanidade. Embora já tenhamos visto dezenas de simulações e documentários sobre o assunto, é difícil imaginar que não se havia filmado algo do tipo. A cena não tem uma resolução muito boa, mas demonstra o quão ínfimos somos diante do universo. A distância filmada foi de 9 milhões de quilômetros da Terra. Segue matéria abaixo e o vídeo:

Nasa registra pela primeira vez a Lua em órbita da Terra

Do UOL, em São Paulo
10/12/201320h51

A sonda espacial Juno, da Nasa (Agência Epacial Norte-Americana) passou pela Terra em 9 de outubro de 2013 e capturou a Lua em órbita da Terra pela primeira vez. O sensor da sonda otimizado para procurar por estrelas pouco brilhantes fez o registro do sistema Terra-Lua como é visto do espaço.

“No vídeo, você está a bordo da Juno enquanto ela se aproxima da Terra e depois quando mergulha na escuridão do espaço. Nenhuma visão anterior de nosso mundo jamais capturou a valsa celestial da Terra e Lua”, disse Scott Bolton, principal cientista da Juno.

O vídeo foi feito a 966 mil quilômetros de distância, três vezes a distância entre a Terra e a Lua. A sonda deve chegar em Júpiter em 4 de julho de 2016.

FONTE: noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/12/10/nasa-registra-pela-primeira-vez-a-lua-em-orbita-na-terra-veja-video.htm